quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Quando perceberes quem és, nunca mais procurarás a presença de Deus, compreenderás, então, que tu és a presença de Deus.  

The Ocean in the Dewdrop, Francis J. Padinjarekara

A verdade

Há quem viva aterrorizado com os pecados e os infernos e por isso mesmo se negue viver. O homossexual que não ama porque acha que é pecado, o  casal apaixonado  que se esvazia por causa de contas-de-calendário-e-temperatura rectal, a jovem puritana castrada que se veste de velha, a catequista que colecciona rosários e adorações ao santíssimo mas não tem orgasmos, o homem que usa cilícios porque pensa que o seu deus se sacia com sacrifícios, ou o pobre diabo que vê apostasias na mensagem evangélica mais pura.
Mas o julgamento final é sobre outras coisas (Mt 25, 31-40):
Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede, e destes-Me de beber; era peregrino e recolhestes-Me; estava nu, e destes-Me de vestir; estive doente e visitastes-Me; estive na prisão e fostes ter Comigo’.
O que há de maravilhoso neste “Julgamento  final “é que é apresentado  de uma forma surpreendente.
Em primero lugar não é aplicado pela negativa – não interessa o que não fizeste mas o que realmente fizeste com a vida que te foi dada. As proibições ou normativos morais - os jejuns as abstinências as autoflagelações ou sacrifícios, tão essenciais para alguns,  de nada te valem quando estiveres face a face.
De igual modo, as proibições dos dez mandamentos parecem volatizar-se – o não matarás ou o não roubarás perdem a importância essencial. Do que se pede contas não é o mal que não fizeste, é outra coisa – o que fizeste de Bem aos outros, o que fizeste de Bem a  MIM. Um bem concreto, um bem eficaz, um bem que nem sempre se tem consciência absoluta.È essa a medida única do juízo final.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Arroja dixit

"O Papa Bento XVI é o Papa mais protestante que a Igreja Católica produziu nos últimos séculos"

A Fé dos homens

Eu sempre achei que os Japoneses são bastante inteligentes.

A deriva tridentina ou a infelicidade

"Assim, quando a Igreja se identificou como instituição de poder, começou o afastamento do Evangelho. Até Constantino e Teodósio, os pagãos diziam, referindo-se aos cristãos: "Vede como eles se amam." Depois, surgiu o poder sacro, à maneira do poder imperial, e tudo se modificou. Não é possível a uma pessoa que conheça minimamente o Evangelho e a História deixar de fazer perguntas como esta: como é que o Evangelho de- sembocou num Papa chefe de Estado, com uma Cúria imperial, e bispos a viver em palácios?
Quando se toma o poder sacro em nome de Deus, os perigos são imensos e terríveis. Até surge a tentação de "administrar" Deus. Então, quem não está com os "administradores" de Deus é herético e condenado. Lá está o perigo do fanatismo: somos a única religião verdadeira e todas as outras devem ser combatidas. Lá está o impedimento da liberdade de pensar e a censura. O pior é a imagem de um deus mesquinho, cruel, violento, causa de ateísmo e de infelicidade.Esses "administradores" da religião e do próprio Deus arrogam-se também o direito de administrar a moral e são eles então quem determina o que é bem e mal, o que se deve fazer e não fazer. E lá está o controlo do prazer pelo poder, porque o prazer subverte o poder. Lá está então uma sexualidade envenenada, a proibição dos contraceptivos, o celibato eclesiástico obrigatório e a sua grandeza e miséria. Lá está a pedofilia dos clérigos, ocultada para tentar preservar a instituição-poder."


Anselmo Borges, padre,  teólogo e filósofo, é docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Autor de várias obras, na área da sua formação académica, dirige a colecção "Religiões", da Casa das Letras.

No anoressia, parla Isabelle Caro, la modella di Toscani

Anorexia's Living Face

Isabel morreu de anorexia. Aos 28 anos. O seu jejum não era religioso como o das grandes santas medievais.

Finanças católicas

É desta que fecha o Banco do Vaticano.